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Módulo 5 – Poupança e investimento

5.1 Por que poupar?

shutterstock_143045899-3Ao poupar, você acumula valores financeiros no presente para serem utilizados no futuro. Os valores poupados no presente e investidos durante um, dois ou mais anos poderão fazer uma diferença significativa na qualidade de vida do poupador no futuro.

Assim, são vários os motivos para poupar: precaver-se diante de situações inesperadas, preparar para aposentar-se, realizar sonhos etc. Apresentamos neste caderno algumas estratégias para que você atinja seu objetivo de poupar. Entre elas, falamos da importância de elaborar um orçamento, de ser um consumidor consciente, de utilizar o crédito de forma responsável e os juros a seu favor. Trata-se de estabelecer prioridades. Ao fazer isso, torna-se muito mais fácil incorporar o hábito de poupar.

5.2 Poupança e investimento

Já vimos que poupança é a diferença entre as receitas e as despesas, ou seja, entre tudo que ganhamos e tudo que gastamos. E investimento? Investimento é a aplicação dos recursos que poupamos, com a expectativa de obtermos uma remuneração por essa aplicação.

Você sabe a diferença entre poupança e caderneta de poupança?

A poupança é uma sobra financeira e deve ser direcionada para algum tipo de investimento para que seja remunerada. A caderneta de poupança ou conta de poupança é um tipo de investimento.

5.3 Componentes do investimento

Quem investe tem como objetivo ganhar dinheiro.

Para fazer um investimento que atenda a suas necessidades, é importante que você conheça as três características dos investimentos: liquidez, risco (oposto de segurança) e rentabilidade.

• Liquidez: refere-se à capacidade de um artigo ou investimento ser transformado em dinheiro, a qualquer momento e por um preço justo. Por exemplo, o ativo mais líquido que existe é o próprio dinheiro. Fundos de aplicação em renda fixa e caderneta de poupança, com resgate imediato, são considerados produtos com alta liquidez. Já os imóveis, por exemplo, podem levar muito tempo para serem vendidos, sendo considerados investimentos de baixa liquidez.

• Risco: é a probabilidade de ocorrência de perdas. Quanto maior o risco, maior a probabilidade de o investidor incorrer em perdas. Dependendo do investimento, podemos ganhar ou perder pequenos ou grandes valores. Exemplos de investimentos de menor risco são a caderneta de poupança e o tesouro direto, desde que você fique de posse do título e o desconte na data de seu vencimento, enquanto as ações são consideradas investimentos de maior risco.

• Rentabilidade: é o retorno, a remuneração do investimento. Quando fazemos um investimento, temos uma expectativa de rentabilidade que pode se concretizar ou não. Em geral, quanto maior a rentabilidade prometida, maior o risco de perder a quantia aplicada. Em outras palavras, o que ganhamos em segurança perdemos em rentabilidade e vice-versa.

Então, antes de escolher, compare a rentabilidade prometida com a média do mercado e desconfie de promessas muito boas.

5.4 O que você precisa saber antes de investir

De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em seu Portal do Investidor, há uma série de aspectos que você precisa saber antes de investir.

a) O seu perfil de investidor

Na hora de investir, é importante conhecer as características dos investimentos disponíveis para que sua escolha seja a mais adequada para cada pessoa. Por isso é importante ter em mente que as pessoas são diferentes umas das outras. O mesmo é verdade para o perfil de quem está investindo.

O investidor pode ser classificado em três diferentes perfis, de acordo com a sua disposição para aceitar riscos por liquidez e expectativa de rentabilidade.
A combinação dessas características determina o perfil do investidor, que pode ser conservador, moderado ou arrojado (agressivo). A análise de perfil do investidor é fundamental para que seus investimentos sejam realizados de forma consciente e sejam compatíveis com seus objetivos. Qual o seu perfil de risco?

Conservador: privilegia a segurança e faz todo o possível para diminuir o risco de perdas, aceitando, inclusive, uma rentabilidade menor.

Moderado: procura um equilíbrio entre segurança e rentabilidade e está disposto a correr certo risco para que o seu dinheiro renda um pouco mais do que as aplicações mais seguras.

Arrojado: privilegia a rentabilidade e é capaz de correr grandes riscos para que seu investimento renda o máximo possível.

Descobrir seu perfil pode ajudá-lo na escolha da aplicação mais adequada, desde que essa informação seja utilizada apenas como orientação (e não como verdade absoluta) e que sejam tomadas as precauções necessárias, antes e ao longo do investimento, tais como:

• verificar se há registro na CVM;

• ler atentamente o regulamento e/ou o prospecto;4

• informar-se sobre os custos incidentes, tais como taxa de administração, taxa de custódia, taxa de performance etc.;

• conhecer a estratégia do administrador e os riscos assumidos; e

• pesquisar a reputação das instituições envolvidas, entre outras precauções.

A título de orientação, o portal do investidor da CVM informa que investimentos como caderneta de poupança, títulos públicos e fundos de curto prazo são mais compatíveis com
investidores de perfil conservador. No outro extremo, os fundos multimercado são exemplos de investimento mais compatíveis com investidores de perfil arrojado, uma vez que, em busca de maior rentabilidade, há muita liberdade na composição de suas carteiras e mais exposição ao risco. No entanto, alguns investimentos, tais como fundos cambiais, fundos de renda fixa, ações e debêntures, poderão ser considerados moderados ou arrojados, dependendo, entre outros fatores, da política de investimento constante do regulamento e do risco do emissor do título.

O mais importante é, antes de qualquer aplicação, verificar a solidez das instituiçõeslenvolvidas e pesquisar nos documentos correspondentes (Regulamento do Fundo, Prospecto da Oferta Publica, etc.) o perfil de risco assumido.

b) Objetivos do investimento

O que você pretende fazer com o seu dinheiro? Pagar uma faculdade? Comprar um carro?
Comprar uma casa própria? Saber como você pretende utilizar seu dinheiro no futuro é um passo importante para a escolha do tipo de investimento.

Objetivos diferentes podem implicar modalidades diferentes de investimentos, aceitar ou não riscos diferentes e necessidades diferentes de liquidez.s podem implicar modalidades diferentes de investimentos. Com o objetivo em mãos, vamos ao próximo passo.

c) Prazo de aplicação

Definido o seu objetivo, fica mais fácil saber em quanto tempo você vai precisar dele, ou seja, sua necessidade de liquidez. Se o objetivo é comprar uma casa, e se você está apenas começando a formar sua poupança, então provavelmente serão necessários alguns anos para que consiga juntar o dinheiro. Por outro lado, se o objetivo é uma viagem daqui a seis meses, então você precisa de investimentos de maior liquidez e provavelmente não vai tolerar investimentos com alta volatilidade (maior risco) que possam colocar em risco os seus objetivos.

O horizonte de aplicação é um fator decisivo na definição do investimento mais apropriado, pois o tempo em que o recurso ficará aplicado poderá influenciar na rentabilidade e até na tributação.

5.5 Modalidades e tipos de investimento mais comuns

Investimento financeiroUma vez que você conheça seu perfil de risco e defina seus objetivos e prazos, poderá se informar sobre as modalidades e os tipos de investimentos disponíveis no mercado e verificar o mais adequado às suas necessidades. Lembre-se de que, em geral, todo investimento envolve riscos, como já mencionado no item 5.3.

Quanto maior o risco, maior a probabilidade de o investidor incorrer em perdas e, dependendo do investimento, podemos ganhar ou perder pequenos ou grandes valores.

É importante saber que existe o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma instituição privada que protege os depositantes e os investidores e, assim, contribui para a manutenção da estabilidade do SFN. O FGC presta garantia de crédito aos clientes das instituições financeiras associadas ao fundo nas situações de intervenção ou liquidação extrajudicial da instituição. Produtos financeiros como depósitos de poupança e CDBs (Certificado de Depósito Bancário) são garantidos pelo FGC até o limite de R$250.000. Os investimentos podem ser de renda fixa e/ou de renda variável.

Renda fixa: são investimentos que pagam, em períodos definidos, a remuneração correspondente a determinada taxa de juros. Essa taxa pode ser estipulada no momento da aplicação (prefixada) ou calculada no momento do resgate (pós-fixada), com base na variação de um indexador previamente definido acrescido ou não de uma taxa de juros. Nessa modalidade de investimento, existe o risco de crédito.

Renda variável: são investimentos cuja remuneração não pode ser dimensionada no momento da aplicação. Envolvem riscos maiores, pois, além do risco de crédito, existe também o risco associado à rentabilidade incerta. Exemplo: ações.

Há ainda a possibilidade de investir em imóveis para receber renda de aluguéis. Em geral, o imóvel é considerado um investimento seguro. No entanto, assim como os demais tipos de investimentos dos quais tratamos, também existem custos e riscos envolvidos. Há riscos de o imóvel não ser alugado, de desvalorizar-se, de inadimplência do locatário etc. E há custos como condomínio, IPTU, taxa de administração de aluguel, entre outros. E lembre-se, o aluguel recebido é tributado de acordo com a tabela progressiva do imposto de renda.

O que diferencia um investimento de outro?

Os investimentos possuem características que os diferenciam uns dos outros, como taxas de administração, rentabilidade esperada, formas de tributação etc. Conhecer e fazer uma avaliação detalhada sobre essas características são fatores relevantes para decidirmos por um ou por outro investimento.

Ao escolhermos entre uma instituição ou outra para administrar nossos investimentos, devemos estar atentos não somente à taxa de administração cobrada, mas também à solidez (segurança) da instituição.

Você pode conferir se o fundo de investimento foi autorizado pela CVM e se a instituição financeira com a qual você está operando é autorizada a funcionar pelo BCB.

Adicionalmente, você pode buscar informações com profissionais idôneos que conheçam bem o mercado. Tome cuidado com promessas milagrosas de alto retorno sem risco.

Recomendações ao investir

Lembre-se de que, seja em curto ou longo prazo, seus investimentos se destinam a financiar seus planos para o futuro e, consequentemente, pode ser necessário alterar seus investimentos à medida que os planos ou o contexto (político, econômico etc.) sejam modificados.

Ponha em prática (Investimento/Poupança)

fiquedeolho• Tenha o hábito de poupar. Manter uma reserva financeira é fundamental para realizar sonhos, precaver-se de eventos inesperados, além de proporcionar maior tranquilidade hoje e ao se aposentar.

• Escolha seus investimentos com critério. Identifique as características de liquidez, segurança e rentabilidade de cada investimento e priorize-as de acordo com suas necessidades. Lembre-se de que nunca terá as três características positivas ao mesmo tempo.

• “Conhece-te a ti mesmo.” Faça um teste de autoconhecimento para verificar qual é o seu perfil de investidor, podendo ser mais conservador, moderado ou arrojado/agressivo.

• Invista regularmente. Todo mês, reserve parte do seu salário para investir em aplicações de sua escolha.

• Leia os prospectos das aplicações financeiras. Verifique quais são as taxas, tarifas, rentabilidade e impostos envolvidos nos investimentos. Isso ajuda a planejar seu futuro e evitar surpresas desnecessárias.

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