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Módulo 3 – Uso do crédito e administração das dívidas

3.1 Definição de crédito

shutterstock_172122455-2O crédito é uma fonte adicional de recursos que não são seus, mas obtidos de terceiros (bancos, financeiras, cooperativas de crédito e outros), que possibilita a antecipação do consumo para a aquisição de bens ou contratação de serviços. Existem várias modalidades de crédito. Por exemplo: limite do cheque especial, cartão de crédito, empréstimos, financiamentos imobiliários ou de veículos, compra a prazo em lojas comerciais etc.

É muito importante para sua vida financeira saber escolher a modalidade de crédito mais adequada para cada situação. Com a devida compreensão dos custos envolvidos nas operações de crédito, é mais fácil o uso do crédito de forma consciente.

3.2 Valor do dinheiro no tempo

Ao falar sobre crédito é preciso, inicialmente, fazermos algumas reflexões sobre os juros. Para facilitar a nossa reflexão, vamos tratar os juros como sendo o valor do aluguel do dinheiro no tempo. Na visão de quem paga, os juros correspondem ao pagamento do “aluguel” pela utilização de recursos de terceiros, no caso, o dinheiro. Ao comprarmos um produto qualquer, uma televisão, por exemplo, a prazo, recebemos um benefício antecipado (ter o produto) para pagarmos depois.

Essa opção quase sempre implica o pagamento de juros, pois estamos usufruindo de algo, pago com dinheiro que não temos. Pensando na visão de quem recebe, os juros correspondem ao recebimento do aluguel pela cessão, temporária, de recursos financeiros próprios a terceiros.

3.3 Atenção aos juros

a. Poder dos juros no tempo

Para estudar o poder dos juros no tempo, é preciso, primeiramente, conhecer a diferença entre juros simples e juros compostos.

Juros simples são aqueles pagos somente sobre o capital principal. São o mesmo que “juros não capitalizados”.

Exemplo: Ao tomarmos emprestados R$1.000,00, por 6 meses, com taxa simples de 5% a.m. (ao mês), ao final do período, a nossa dívida será de R$1.300,00, ou seja, R$1.000,00 do capital + R$50,00 (5% de R$1.000,00) por mês x 6 meses = R$1.000,00+ R$300,00.

Juros compostos são aqueles que, após cada período de capitalização – normalmente um mês –, são incorporados ao capital principal e passam, por sua vez, a também render juros. Tratam-se dos chamados “juros sobre juros” ou “juros capitalizados”.

No mesmo exemplo anterior, caso fossem utilizados os juros compostos, a dívida ao final do período seria de R$1.340,10, ou seja:

• 1º mês: R$1.000,00 (capital principal) + R$50,00 (5% de R$1.000,00) = R$1.050,00;

• 2º mês: R$1.050,00 (capital principal + juros) + R$52,50 (5% de R$1.050,00) = R$1.102,50;

• 3º mês: R$1.102,50 + R$55,13 (5% de R$1.102,50) = R$1.157,63;

• 4º mês: R$1.157,63 + R$57,88 (5% de R$1.157,63) = R$1.215,51;

• 5º mês: R$1.215,51 + R$60,77 (5% de R$1.215,51) = R$1.276,28;

• 6º mês: R$1.276,28 + R$63,82 (5% de R$1.276,28) = R$1.340,10.

Tendo entendido a diferença entre juros simples e compostos, vamos agora avaliar o poder dos juros compostos no tempo.

Para isso, considere o exemplo a seguir:

Um trabalhador de 20 anos de idade decide iniciar uma reserva financeira para a própria aposentadoria, poupando R$150,00 todo mês, ao longo de dez anos, e investindo em uma aplicação financeira que rende 0,5% a.m. (ao mês) durante todo esse período. Ao completar 30 anos, ele para de efetuar os depósitos e deixa o dinheiro aplicado à mesma taxa. Aos 60 anos de idade, esse trabalhador terá acumulado R$148.786,58.

Imagine agora uma situação diferente, em que outro trabalhador só percebe a necessidade de ter uma reserva financeira para a aposentadoria aos 30 anos de idade. Para que esse trabalhador tenha, aos 60 anos, um valor próximo ao do exemplo anterior, uma alternativa seria fazer depósitos mensais de R$150,00 pelos 30 anos seguintes, quando ele também terá 60 anos, acumulando,
assim, R$150.677,26, considerada a mesma rentabilidade de 0,5% ao a.m.

Qual das duas situações lhe parece mais adequada?

Os exemplos apresentados demonstram o poder dos juros compostos no tempo.

Para acumular valores semelhantes, o primeiro trabalhador antecipou a poupança e se beneficiou dos juros compostos por um período maior. O segundo trabalhador iniciou sua poupança dez anos depois do primeiro, e por isso precisou poupar por 30 anos. os

Alerta: os juros compostos fazem com que o recurso inicial cresça exponencialmente. Lembre-se de que isso vale para aplicações, mas também para dívidas.
fazem com que o recurso inicial cresça exponencialmente. Lembre-se de que isso vale para aplicações, mas também para dívidas.

Vale ressaltar que, para elaboração desses cálculos, usamos a Calculadora do Cidadão, disponível no endereço eletrônico do BCB: http://www.bcb.gov.br – Perfil Cidadão – Taxas de juros, cálculos, índice e cotações – Calculadora do Cidadão.

3.4 Uso do crédito

shutterstock_134072594-2Antes de continuarmos, é importante que você saiba que o crédito pode ser vantajoso ou problemático, tanto para o tomador como para o fornecedor do crédito, quando não são tomados os devidos cuidados.

A instituição que concede crédito recebe juros como remuneração pelo capital emprestado, porém deve atentar para a capacidade de pagamento do tomador, do contrário corre um risco muito alto de não receber o montante emprestado de volta e assim ter graves problemas financeiros. Confira abaixo as vantagens e as desvantagens para o tomador do crédito.

Vantagens

• Antecipar consumo – Muitas vezes, precisamos comprar um produto ou contratar um serviço, porém não dispomos de recursos sufi cientes. O crédito nos possibilita resolver essa situação.

• Atender a emergências – Imprevistos acontecem com frequência: acidente com o veículo, serviço emergencial na residência, alguém da família com problema de saúde quando não estamos financeiramente preparados. O uso do crédito pode ser a saída nesse momento.

• Aproveitar oportunidades – Boas oportunidades para fechar um negócio ou fazer uma compra às vezes acontecem e nem sempre, naquele momento, temos condições financeiras para aproveitá-las. Faça as contas, levando em conta o custo do crédito. Se ainda assim for vantajoso, e você não estiver endividado, por que não aproveitar a oportunidade?

Ao utilizar o crédito, sempre verifique o seu custo. Compare os preços e custos do crédito. Pechinche! Faça o que for mais vantajoso para você.

Custo Efetivo Total

O Custo Efetivo Total (CET) é uma informação percentual que diz quanto efetivamente custa um empréstimo, ou financiamento, incluindo não só os juros, mas também tarifas, impostos e outros encargos cobrados do cliente. A vantagem do CET é a possibilidade de comparar o que duas ou mais instituições financeiras estão oferecendo e saber qual cobra menos pelo serviço.
Assim, dependendo dos encargos cobrados por um banco em um empréstimo, seu CET pode acabar maior que o de outro banco, mesmo tendo uma taxa de juros menor.

Por exemplo, suponha um financiamento nas seguintes condições:

• valor financiado: R$1.000,00;
• taxa de juros: 12% ao ano ou 0,95% ao mês;
• prazo da operação: 5 meses;
• prestação mensal: R$205,73.
Considere ainda que seja descontado do crédito o valor de R$60,00, referente à tarifa de confecção de cadastro para início de relacionamento (R$50,00) e cobrança de IOF(R$10,00). O valor líquido recebido pelo cliente é de R$940,00.
Nessas condições, a taxa efetivamente paga pelo consumidor, ou CET, é de 43,93% ao ano ou 3,08% ao mês, percentual que largamente supera a taxa de juros divulgada na operação, que foi de 12% ao ano ou 0,95% ao mês.

Muitas pessoas, ao adquirir um empréstimo, simplesmente avaliam se o valor da prestação cabe no orçamento, o que nem sempre é o mais adequado. É fundamental avaliar a real necessidade do crédito, comparar o CET das propostas de crédito de duas ou mais instituições financeiras e estar ciente das desvantagens descritas a seguir.

Desvantagens

• Custo da antecipação do consumo com o uso do crédito implica pagamento de juros – A primeira desvantagem em relação ao uso do crédito é o pagamento de juros.

Ao anteciparmos a compra de um produto ou a contratação de um serviço sem a devida disponibilidade financeira, usaremos um dinheiro que não é nosso, portanto pagaremos juros por essa operação. Esse é o custo da antecipação.

• Risco de endividamento excessivo – O uso inadequado do crédito pode levar ao endividamento excessivo e comprometer toda a sua vida financeira, podendo acarretar descontrole emocional, problemas de saúde e, até mesmo, desestruturação familiar. Assim, é importante refletir antes de tomar crédito e não o utilizar de forma indiscriminada.

• Limite de consumo futuro – Outra desvantagem de tomar crédito consiste em limitar o consumo futuro. Essa desvantagem é quase automática, uma vez que o crédito tomado hoje tem de ser pago no futuro, reduzindo, portanto, as disponibilidades financeiras futuras para o consumo. Essa desvantagem traduz aquele ponto, já discutido, sobre as trocas intertemporais.

Para entender melhor sobre as vantagens, as desvantagens e o custo do crédito, acompanhe o exemplo a seguir, sobre a compra de um veículo, com duas opções distintas de pagamento.

Opção 1

Carro adquirido hoje, parcialmente financiado:

• preço: R$40.000,00;
• entrada (já tinha esse dinheiro poupado): R$16.000,00(40%);
• valor financiado: R$24 mil (60%);
• prazo: 60 meses (5 anos);
• taxa do financiamento: 1,8% ao mês;
• prestação fixa: R$657,41.

Opção 2

O consumidor faz uma poupança para comprar o carro à vista após determinado período (somente irá à loja comprar o carro quanto tiver dinheiro suficiente para comprar à vista). Considere a existência de uma poupança inicial dos mesmos R$16.000,00 e a realização de uma poupança mensal no mesmo valor da parcela do exemplo anterior, R$657,41, além da rentabilidade de 0,5% ao mês.

Neste cenário, após o 31º mês, o valor acumulado atingirá o preço do carro. Assim, o consumidor poderá efetuar a compra do carro à vista. Nessa opção, o consumidor continuará poupando até o 60º mês, quando ocorreria a quitação do veículo da opção 1.

Ao final, teremos a seguinte situação:

Patrimônio final – Opção 1 – Financiamento

Carro com 5 anos de uso (R$24.600,00)
Poupança: R$0,00
Gasto com financiamento: R$55.444,43
Patrimônio final: R$24.600,00

Patrimônio final – Opção 2 – Compra à vista

Carro com 2,5 anos de uso (R$29.500,00)
Poupança: R$21.224,24
Desembolso total: R$55.444,43
Patrimônio final: R$50.724,24

No exemplo acima, a diferença entre o patrimônio da opção 1 e da opção 2 totaliza R$26.124,24 e representa o custo da impaciência, ou seja, o custo da antecipação do consumo.

Entre os exemplos apresentados, qual a melhor escolha?

Cabe a você decidir conforme sua própria realidade. O mais importante é desconfiar e fugir do “crédito fácil”. É comum ouvir na TV ou em outras mídias que “você tem um crédito pré-aprovado” ou que “os limites do seu cheque especial e do cartão de crédito podem ser aumentados e estão à sua disposição”.

É importante tomar cuidado com esse tipo de propaganda, pois essas operações de crédito são, normalmente, as que possuem as maiores taxas de juros e podem facilmente nos levar ao superendividamento. Maior cuidado ainda deve-se tomar para não se contratar crédito com empresas que não sejam oficialmente autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil BCB. A oferta do “crédito fácil” pode esconder um golpe financeiro.

3.5 Dívidas

Dívidas são um assunto delicado. Muitos problemas podem surgir se não soubermos lidar bem com elas. Normalmente consideramos que estamos endividados apenas quando não estamos dando conta de pagar os nossos compromissos. Isso não é verdade.

Quando não conseguimos pagar as dívidas assumidas, já estamos em um patamar de endividamento muito preocupante, que é o endividamento excessivo, já estamos em um patamar, que é o endividamento excessivo. Na verdade, toda vez que consumimos algo e não pagamos naquele exato momento, estamos assumindo uma dívida.

É essencial reconhecermos que é comum deixarmos, durante o mês, muitas coisas para pagamento futuro. Daí a importância de controlar de perto os gastos, principalmente os a prazo, atentos para que o acúmulo de contas não leve ao descontrole do orçamento.

a. Origens das dívidas

Despesas sazonais – As despesas sazonais, aquelas que ocorrem em determinada época do ano, como pagamento de IPTU, IPVA, Imposto de Renda ou material escolar, nem sempre são observadas ao se fazer um planejamento. É comum, no início do ano, as famílias terem dificuldades em função dessas despesas. Existem ainda as datas comemorativas, como Natal, Dia das Mães,
Dia das Crianças, aniversários etc.

A falta de planejamento e controle pode implicar desembolsos “inesperados”, o que, às vezes, podem levar à necessidade de contratar uma operação de crédito (tomar um empréstimo ou financiamento). Se você deseja minimizar a possibilidade de se endividar, a dica é: planeje-se.

Marketing sedutor – As técnicas de vendas e a tecnologia colocada à disposição dos profissionais de marketing, ao mesmo tempo em que impulsionam as vendas, também impulsionam compras não planejadas ou realizadas por impulso, podendo provocar desequilíbrios orçamentários e financeiros, ou até mesmo superendividamento. Convém, então, estar atento aos atrativos do marketing sedutor e ao compromisso com o cumprimento do planejamento financeiro pessoal ou familiar

Orçamento deficitário – É comum encontramos pessoas desejando e usufruindo um padrão de vida acima do padrão de renda que possuem. As facilidades determinadas pelo crédito fácil propiciam um excesso de compras a prazo que, muitas vezes, comprometem a situação financeira das famílias.

Cuidar do orçamento familiar de forma a estar sempre superavitário deve ser uma constante busca de todos nós. Portanto, é fundamental colocarmos em prática o que aprendemos sobre a elaboração do orçamento.

Redução de renda sem redução de despesas – Essa é outra questão importante a ser avaliada, podendo ser a porta da entrada para o endividamento excessivo. A perda de emprego ou de parte da renda familiar sem a devida redução nas despesas pode, facilmente, levar uma família ao endividamento excessivo. Portanto, ao deparar-se com uma redução de renda, é fundamental fazer uma cuidadosa revisão do orçamento pessoal e familiar, adequando as despesas à nova realidade.

Despesas emergenciais – Imprevistos acontecem. Um defeito ou uma batida no veículo, ou problemas de saúde na família são exemplos corriqueiros. Entretanto, nem sempre estamos preparados financeiramente para superar esses obstáculos. Logo, fazer uma poupança para cobrir eventualidades é um importante cuidado para você não cair no endividamento. Outra forma de tratar as despesas emergenciais é por meio da prevenção, fazendo um seguro. Esse assunto será abordado mais à frente.

Separação de bens, mas não dos gastos (divórcio) – Muitos casais, ao terminarem o relacionamento, separam-se e dividem os bens que possuíam.

Alguns gastos que eram únicos ao casal, como contas de água, luz, condomínio etc. agora têm de ser pagos de forma individual.

Ou seja, enquanto antes existia uma conta de condomínio, agora existem duas. Por outro lado, a receita também mudou. Agora cada um tem a sua renda.

Eventualmente pode haver, inclusive, o pagamento de pensão alimentícia. Obviamente, ambos têm de se ajustar a essa nova realidade financeira para evitar o endividamento.

Pouco conhecimento financeiro – O fato de as pessoas desconhecerem produtos financeiros é também determinante para que fiquem endividadas. Não conhecer o impacto que o pagamento de juros pode causar no orçamento pessoal e familiar e a não leitura dos contratos firmados são situações que contribuem efetivamente para o processo de endividamento.

b. Consequências do endividamento excessivo

O endividamento excessivo pode trazer sérias consequências financeiras e, até mesmo, morais. Como consequências financeiras do endividamento excessivo, podemos citar: perda de patrimônio, comprometimento da renda com pagamento de juros e multas punitivas, redução do consumo futuro etc.

Eventualmente, se a dívida virar inadimplência, o indivíduo pode passar a ter o seu nome inscrito em um ou mais cadastros de restrição ao crédito, como Serasa ou Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). No caso de quem emitiu cheques sem a suficiente provisão de fundos, o nome vai para o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF).m

Uma pessoa que esteja com elevado grau de endividamento acaba, em geral, comprometendo sua qualidade de vida e de sua família, muitas vezes desestruturando o núcleo familiar endividamento acaba, em geral,

Tomar os cuidados para não cair no endividamento pode evitar esses dissabores financeiros e morais. Porém, se o superendividamento já é uma realidade, a opção é buscar alternativas para sair dele.

c. Como sair das dívidas

Se já estivermos em uma situação de superendividamento, existem meios de se livrar dessa situação? A boa notícia é que sim.

No entanto, isso exigirá de você algumas atitudes, que podem parecer um pouco desagradáveis de se fazer, mas que têm o potencial de devolver a tranquilidade financeira e psicológica perdida devido às preocupações com o excesso de compromissos financeiros. Vejamos os passos para sair de uma situação de superendividamento.

Tomar consciência da situação
Ter a consciência de que se encontra em uma condição de endividamento excessivo e de que é preciso resolver essa situação é um passo fundamental para a saída do endividamento. Nesse momento, não nos conformamos com a situação incômoda das dívidas e sentimos a clara necessidade de buscar uma saída.

Mapear as dívidas

Após tomar consciência do endividamento e de ter a certeza de que quer sair dessa situação, é importante conhecer o real tamanho do problema. E conhecer as dívidas é exatamente mapear detalhadamente as informações importantes: os valores das dívidas, os prazos para pagamento, as taxas de juros que está pagando etc. De posse de todas as informações, torna-se mais fácil a busca de alternativas para a saída do endividamento.

Compartilhar as dificuldades com pessoas que já passaram por situações semelhantes

Compartilhar as dificuldades com pessoas que já tenham passado por situações semelhantes ou que detenham conhecimentos que possam ajudar nessa tarefa é um passo importante para a saída do endividamento.

Não fazer novas dívidas

Outro ponto fundamental para garantir a saída de tão incômoda situação é não fazer novas dívidas. Esse é o momento de reorganização da vida financeira e fazer dívidas nessa hora é realimentar um ciclo negativo, dificultando a saída do endividamento. Não fazer novas dívidas é, então, uma prioridade, um desafio a ser vencido por quem se encontra endividado e realmente quer sair do endividamento.

Renegociar as dívidas

Negociar condições mais vantajosas para o pagamento das dívidas é outro aspecto fundamental para a saída do endividamento. Essa é a hora de procurar trocar dívidas que pagam juros elevados por dívidas com juros menores. Negociar os prazos também pode ajudar na reorganização financeira do endividado.

Reduzir gastos

Outra ação imprescindível para a saída do endividamento é o corte de gastos. Sobre o assunto, vale a pena refletir sobre os três tipos de gastos.

1) Necessários: são os gastos considerados imprescindíveis. Estão ligados às necessidades. Exemplos: alimentação, moradia e vestuário.

2) Supérfluos: são os gastos que geram bem-estar e estão ligados mais aos desejos que às necessidades. Exemplos: restaurantes, TV a cabo e roupas de marca.

3) Desperdícios: são os gastos que não geram bem-estar nem estão ligados às necessidades ou aos desejos. Exemplos: multas, pagar por algo e não usar, esquecer luz acesa ou a torneira aberta.

Uma vez definidas, com clareza, as despesas que se encaixam em cada uma dessas áreas, chega o momento de decidir o que fazer.

DESPERDÍCIO + Eliminar por completo + SUPÉRFLUO + Reduzir ou eliminar + NECESSÁRIO + Otimizar (procurar alternativas) = Sobrou dinheiro? Sim ! Pague as dívidas

Gerar renda extra

Muitas vezes nosso orçamento já está no limite suportável e, ainda assim, encontra-se deficitário.

Adicionalmente à minimização dos nossos gastos, podemos avaliar uma alternativa de ampliar a nossa renda. Procure identificar áreas e serviços em que tenha habilidades, para gerar renda extra e complementar o seu orçamento. Além disso, muitas outras opções podem proporcionar uma boa renda extra: colocar em prática dons artísticos ou dons culinários, fazer horas extras etc. Tudo isso pode ser uma boa alternativa para a saída do endividamento e, quem sabe, até se tornar uma nova opção de vida.

Buscar ajuda

Lembramos ainda que a busca de ajuda, quer por meio de leitura, quer por consultoria, quer por órgãos de defesa do consumidor, é uma opção válida e muito eficaz para a saída do endividamento.

É claro que, preferencialmente, essa ajuda não deve ter custo algum.

Ponha em prática

fiquedeolho• Dê atenção aos juros. Eles não são o mocinho e também não são o vilão. São um fenômeno natural, que existe nas relações de troca intertemporal. Lembre-se de que eles podem estar contra ou a favor de suas finanças, a depender de como você lida com eles.• O crédito possui vantagens e desvantagens. Seu uso pode trazer grandes benefícios, bem como grandes males. Utilize-o com sabedoria.

• Não perca o controle de suas contas. Cuidado com o endividamento. Você já conhece de onde ele surge. Procure “não dar passos maiores que as pernas” e não se esqueça de ter uma reserva financeira para as despesas sazonais e para imprevistos, que, querendo ou não, acontecem.

• Se já estiver excessivamente endividado, não fique parado. Quanto mais tempo parado, pior a dívida irá ficar, devido a diversos fatores como juros e multas. Procurando onde seus gastos podem diminuir? Então se lembre de eliminar por completo os desperdícios, de reduzir os supérfluos e de otimizar a despesa com os produtos necessários. Tenha calma! Para tudo tem uma solução.

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