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Módulo 2 – Orçamento pessoal ou familiar

2.1 O que é orçamento?

Orçamento pode ser visto como uma ferramenta de planejamento financeiro pessoal que contribui para a realização de sonhos e projetos. Para que se tenha um bom planejamento, é necessário saber aonde se quer chegar; é necessário internalizar a visãCasal fazendo o orçamento familiaro de futuro trazida pela perspectiva de realização do projeto e estabelecer metas claras e objetivas, as quais geralmente precisam de recursos financeiros para que sejam alcançadas ou para que ajudem a atingir objetivos maiores.

Por isso, é importante que toda movimentação de recursos financeiros, incluindo todas as receitas (rendas), todas as despesas (gastos) e todos os investimentos, esteja anotada e organizada.

a. Reflexão: de onde vem e para onde está indo o meu dinheiro?

De onde vem o dinheiro não costuma ser um mistério. Em geral, as pessoas naturalmente têm uma boa noção de onde vêm as suas receitas, pois esperam recebê-las pelo trabalho realizado, por algum investimento efetuado ou por benefícios recebidos. Quando o dinheiro vem como resultado do trabalho, as formas mais conhecidas são: salário, comissão de vendas, diárias, honorários, pró-labore, faturamento de prestação de serviços, vencimentos, subsídios.

O dinheiro também pode ser resultado do rendimento de aplicações financeiras ou em bolsa de valores, planos de previdência social ou privada, prêmios de seguros, ou mesmo de aplicações não financeiras como aluguel de imóveis, herança, royalties, prêmios de loteria. Pode ainda ter como origem benefícios previdenciários ou assistenciais de programas sociais do governo.

Por outro lado, pesquisas indicam que grande parte da população não sabe como gasta o seu dinheiro ou o quanto é gasto em cada grupo de despesas, como alimentação, moradia, educação, saúde, lazer, dívidas e juros, viagens e realização de sonhos ou outros gastos e investimentos.

E você? Você sabe quanto gasta e como gasta seu dinheiro todo mês? Você tem ideia de como suas despesas se comportaram neste ano? Você sabe quais itens consomem a maior parte de sua renda? Quanto você já pagou de juros neste ano? Você planeja seus gastos? E sua poupança? Quando planeja, você cumpre o planejamento?

O controle e o planejamento financeiro, bem como a anotação de todas as receitas e despesas, ajudam a obter respostas para essas perguntas fundamentais.

Qualquer que seja o tamanho do seu plano ou sonho, é necessário ter um controle efetivo das receitas e das despesas, bem como se organizar e definir o que tem de ser feito, de modo a alcançar os objetivos em menos tempo e ao menor custo possível. ou sonho, é necessário ter um controle efetivos despesas, bem como se organizar e definir o que tem de ser feito, modo a alcançar os objetivos em menos tempo e ao menor custo possível. Para que isso ocorra, o quanto antes você começar, melhor.

b. Importância do orçamento

O orçamento financeiro pessoal oferece uma oportunidade para você avaliar sua vida financeira e definir prioridades que impactam sua vida pessoal. O orçamento vai ajudá-lo a:

• conhecer a sua realidade financeira;

• escolher os seus projetos;

• fazer o seu planejamento financeiro;

• definir suas prioridades;

• identificar e entender seus hábitos de consumo;

• organizar sua vida financeira e patrimonial;

• administrar imprevistos;

• consumir de forma contínua (não travar o consumo).

Resumindo: o orçamento é uma importante ferramenta para você conhecer, administrar e equilibrar suas receitas e despesas e, com isso, poder planejar e alcançar seus sonhos.

2.2 Elaboração do orçamento

Casal guardando dinheiro no cofre de porquinhoUm importante princípio a ser seguido na elaboração do orçamento é que as despesas não devem ser superiores às receitas. Mais do que isso, é prudente que as receitas superem as despesas, para que você possa formar uma poupança, investindo seu superávit financeiro de modo a ter recursos suficientes para eventuais emergências, realizar sonhos, preparar sua aposentadoria etc.

Receitas – Despesas = Poupança

2.3 Como elaborar um orçamento

a. Como iniciar?

O orçamento pessoal (ou familiar) deve ser iniciado a partir do registro de tudo que você (ou sua família) ganha e o que gasta durante um período, em geral um mês ou um ano. Para simplificar um pouco a linguagem, vamos tratar do orçamento pessoal, mas tudo que falarmos daqui em diante também vale para o orçamento familiar.

Na elaboração do orçamento é necessário organizar e planejar suas despesas, com o objetivo de gastar bem o seu dinheiro, suprir suas necessidades e ainda realizar sonhos e atingir metas, de acordo com as prioridades definidas.

b. O processo de elaboração

Existe mais de uma maneira de elaborar um orçamento. Vamos sugerir um método que consiste em quatro etapas: planejamento, registro, agrupamento e avaliação.

1ª etapa: Planejamento

O processo de planejamento consiste em estimar as receitas e as despesas do período. Para isso, você pode utilizar sua rotina passada, elencando as receitas e as despesas passadas e usando-as como base para prever as receitas e as despesas futuras.

Veja, na sequência, algumas sugestões para auxiliá-lo nesta etapa. Diferencie receitas e despesas fixas das variáveis:

Receitas fixas – Como o próprio nome diz, são receitas que não variam ou variam muito pouco, como o valor do salário, da aposentadoria ou de rendimentos de aluguel.

Receitas variáveis – São aquelas cujos valores variam de um mês para o outro, como os ganhos de comissões por vendas ou os ganhos com aulas particulares.

Despesas fixas – São despesas que não variam ou variam muito pouco, como o aluguel, a prestação de um financiamento etc.

Despesas variáveis – São aquelas cujos valores variam de um mês para o outro, como a conta de luz ou de água, que variam conforme o consumo.

• Lembre-se dos compromissos sazonais: impostos, seguros, matrículas escolares etc.
• Lembre-se dos compromissos já assumidos: cheques pré-datados ou ainda não compensados, prestações a vencer, faturas de cartões de crédito etc.

• Utilize informações passadas de conta de luz, água, telefone etc.

2ª etapa: Registro

É necessário anotar, de preferência diariamente, para evitar esquecimentos, todas as receitas e despesas.

Para isso, aqui vão algumas sugestões.

• Anote todos os gastos. Pode ser em uma caderneta, em uma agenda, no celular, no computador etc.

• Confira os extratos bancários e as faturas de cartões de crédito;

• Guarde as notas fiscais e os recibos de pagamento;

• Guarde os comprovantes de utilização de cartões (débito/crédito);

• Diferencie as várias formas de pagamentos e desembolsos, separando-as em dinheiro, débito e crédito.

3ª etapa: Agrupamento

Você perceberá que, com o tempo, as anotações serão muitas. Para que você as entenda melhor, agrupe-as conforme alguma característica similar. Por exemplo: despesa com alimentação, com habitação, com transporte, com lazer etc.

Essa não é a única forma de agrupar as despesas.

Você pode utilizar outras formas de agrupamento que sejam mais adequadas à sua realidade. O agrupamento facilita a verificação da parcela do salário ou da renda que é gasta em cada grupo de itens, além de auxiliar com os ajustes ou cortes que eventualmente sejam necessários.

4ª etapa: Avaliação

Nesta etapa, você vai avaliar como suas finanças se comportaram ao longo do mês e irá agir, corretiva e preventivamente, para que seu salário e sua renda proporcionem o máximo de benefícios, conforto e qualidade de vida para você.

Avaliar significa refletir. Portanto, sugerimos as seguintes reflexões.

• O balanço de seu orçamento foi superavitário, neutro ou deficitário? Ou seja, você gastou menos, o mesmo ou mais do que recebeu?

• Quais são seus sonhos e suas metas financeiras? Precisam de curto, médio ou longo prazo? São compatíveis com o seu orçamento? Tem separado recursos financeiros para realizá-los?

• É possível reduzir gastos desnecessários? Observe os pequenos gastos, pois a soma de muitos “poucos” pode ser bem relevante.

• É possível aumentar as receitas?

2.4 Gestão orçamentária

Devemos considerar que, no ponto de partida, o orçamento pode ser deficitário. Nesta situação, as despesas superam as receitas. Pode também ser neutro ou equilibrado, quando as despesas são iguais às receitas, ou superavitário, quando as receitas são superiores às despesas. A meta básica, entretanto, deve ser alcançar e manter um orçamento superavitário.

Orçamento Receita x Despesa

Deficitário R < D
Neutro R = D
Superavitário R > D
Meta básica: Receita ≥ Despesa
Com o tempo, o orçamento ajuda as pessoas a serem superavitárias. Ou seja, o orçamento ajuda as pessoas a manterem suas receitas maiores que suas despesas. Esse é um dos objetivos básicos da boa gestão financeira pessoal.

Se, Receitas > Despesas, então, objetivo cumprido!

Mas e quando você atingir esse grande objetivo? O que fazer com o superávit, ou seja, com esse dinheiro que sobrou?

A resposta é poupar e cultivar o hábito de fazer poupança regularmente.

Aliás, ao se tornar uma pessoa superavitária, a primeira coisa a fazer ao receber uma renda deve ser separar parte dela para poupança, antes mesmo de pagar qualquer despesa.

A poupança deve ser vista como um compromisso com você mesmo.

Antes de sair pagando suas dívidas e despesas, por que não se pagar primeiro?

Mas, infelizmente, essa não é a lógica da maioria das pessoas. O que acontece na prática? O dinheiro vai sendo usado durante o mês, e sobra pouco, ou quase nada, para poupar.

Esperar para poupar no final é pouco efetivo para investir e formar patrimônio.

Uma maneira de priorizar a poupança é autorizar seu banco a realizar investimentos automáticos em datas predefinidas. Dessa forma, você estará viabilizando sonhos, preparando sua aposentadoria ou precavendo-se para uma situação inesperada. Para fazer isso, é importante passar pela elaboração de um orçamento. É na fase de avaliação que você vai refletir, pesando, de um lado da balança, seus sonhos (projetos) e de outro, os seus desejos do dia a dia. Com o orçamento, é possível comparar e decidir suas prioridades e identificar sua capacidade de poupança e reavaliar a possibilidade de melhorar.

2.5 Participação da família no orçamento

A participação e o comprometimento de cada membro da família são imprescindíveis para o sucesso do projeto de gestão financeira familiar responsável. Para envolver a família, é importante levar em consideração que as pessoas são diferentes umas das outras e, portanto, os diferentes membros da família costumam apresentar comportamentos financeiros distintos.

Algumas pessoas têm uma tendência natural para poupar, enquanto outras preferem consumir de imediato. Algumas se preocupam com o controle de seus gastos; outras são desatentas, desligadas ou desorganizadas.

Algumas se concentram na realidade, buscando entendê-la de modo racional, ao passo que outras tendem a enxergar o mundo por uma ótica sonhadora.

Considerando-se os diferentes perfis de comportamento financeiro das pessoas, é fundamental adotar uma abordagem adequada em torno do orçamento, para produzir harmonia e somar esforços de todos os membros da família.

Nesse sentido, há duas abordagens diferentes para tratar do assunto em família: impor limites ou buscar limites.

A imposição de limites esbarra na dificuldade de se conquistar o comprometimento de todos na busca do objetivo estabelecido; já a opção da busca de limites implica o envolvimento de toda a família e, por isso mesmo, costuma gerar melhores resultados.

Procure tomar suas decisões sobre o orçamento em parceria com sua família e ter projetos comuns a todos.

Pense bem: será que adiantaria pedir que todos os membros da família economizem para que você seja o único beneficiário da compra de um carro novo? Se isso for beneficiar apenas você, dificilmente os demais se sentirão motivados para essa economia.

Se todos caminharem juntos, a educação financeira, com a construção e a execução de um orçamento familiar, pode ajudar a unir a família!

Ponha em prática

fiquedeolho• O orçamento é uma ferramenta valiosa para que você consiga gerenciar sua vida financeira.

• Crie o saudável hábito de fazê-lo. Você só tem a ganhar.

• Lembre-se da regra de ouro: o objetivo principal é ter orçamento superavitário. Mantenha as suas despesas sempre menores que as suas receitas. Em resumo, gaste menos do que você recebe.

• No início, caso experimente dificuldades em fazer o orçamento, não desanime. É normal termos dúvidas ao iniciarmos procedimentos novos.

• Lembre-se de que existem diversas ferramentas para você fazer e acompanhar seu orçamento. Desde as mais simples, como um pedaço de papel e um lápis, até as mais sofisticadas, como planilhas e programas de computador. Use aquela com a qual você se sente mais confortável.

• Após conseguir obter um orçamento superavitário, ou seja, gastar menos do que recebe, crie o hábito de fazer uma poupança, tanto para realização de seus sonhos como para ter segurança em situações imprevistas ou de emergência.

• O uso do dinheiro muitas vezes envolve não apenas você mesmo, mas também sua família mais próxima. Caso essa seja sua realidade, não deixe de conversar com eles e traçar planos em comum, de modo a todos estarem compromissados com o que for definido no planejamento orçamentário.

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